
O Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Estado do Espírito Santo (SESCON-ES) encaminhou, nesta semana, ofício à Receita Federal do Brasil solicitando a prorrogação do prazo para regularização de pendências e para solicitação de opção pelo Simples Nacional e pelo MEI.
A solicitação foi motivada pelas instabilidades e indisponibilidades apresentadas nos sistemas da Receita Federal no último dia do prazo, o que impediu que inúmeros contribuintes e profissionais da contabilidade concluíssem seus procedimentos dentro do período estabelecido.
De acordo com o SESCON-ES, as falhas técnicas ocorreram justamente na reta final do prazo legal, prejudicando empresas que estavam aptas a cumprir suas obrigações, mas não conseguiram acessar os sistemas para finalizar os processos necessários.
A entidade destaca que a situação é alheia à vontade dos usuários e pode gerar prejuízos significativos às micro e pequenas empresas, incluindo a exclusão indevida do Simples Nacional, regime fundamental para a manutenção e competitividade dos pequenos negócios.
No ofício encaminhado à Receita Federal, o SESCON-ES reforça seu compromisso com o cumprimento das obrigações tributárias e solicita sensibilidade da administração pública para garantir os direitos dos contribuintes afetados por problemas técnicos.
A entidade segue acompanhando o tema e manterá a classe contábil informada sobre eventuais atualizações e decisões oficiais relacionadas ao pedido de prorrogação.

Abrir uma empresa no Espírito Santo, hoje, pode levar apenas alguns minutos. Em um cenário que até poucos anos atrás era marcado por filas, formulários manuais e deslocamentos sucessivos entre órgãos públicos, o processo passou por uma transformação profunda, impulsionada pela digitalização e pela integração de sistemas. O reflexo dessa mudança aparece nos números.
Em 2025, o Estado registrou 27.123 novas empresas abertas na Junta Comercial do Espírito Santo (Jucees), excluídos os microempreendedores individuais. O número representa um crescimento de 12,87% em relação a 2024, quando foram registradas 24.030 constituições.
Fonte: FOLHAVITORIA

Vitória, capital do Espírito Santo, conquistou o 1º lugar da Região Sudeste no indicador que mede o tempo médio para abertura de empresas, de acordo com dados do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP).
O indicador avalia a agilidade dos municípios brasileiros nos processos de abertura de empresas, considerando exclusivamente as etapas de viabilidade e de registro, com base em informações da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). Para efeito do levantamento, não são consideradas as aberturas de empresas do tipo MEI (Microempreendedor Individual).
O desempenho de Vitória reflete a eficiência da administração pública municipal na condução dos procedimentos necessários para a formalização de novos negócios, fator considerado estratégico para o fortalecimento do ambiente empreendedor, a atração de investimentos e a geração de emprego e renda.
O indicador do Ranking de Competitividade dos Municípios é composto por dois principais critérios:
-tempo na etapa de viabilidade: refere-se à análise prévia realizada pela administração pública para verificar a viabilidade do endereço e do nome empresarial em relação à atividade econômica pretendida;
-tempo na etapa de registro/inscrição: diz respeito à análise do órgão registral integrado à REDESIM — como Junta Comercial, Cartório de Pessoa Jurídica ou Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para a obtenção do registro da empresa e da inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), junto à Receita Federal do Brasil.
O ranking considera dados consolidados de todos os estados brasileiros, permitindo a comparação entre municípios e regiões. No recorte regional, Vitória se destacou como a capital mais eficiente do Sudeste nesse indicador específico.
A abertura de empresas em Vitória é realizada de forma digital, por meio do sistema integrado da Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios (REDESIM). O empreendedor faz todo o processo online, desde a consulta de viabilidade da atividade e do endereço até o registro da empresa, a obtenção do CNPJ e a solicitação da inscrição municipal, sem necessidade de comparecimento presencial aos órgãos públicos.
O sistema funciona com entrada única de dados, que são compartilhados automaticamente entre os órgãos envolvidos, como Junta Comercial, Receita Federal e Prefeitura. Isso elimina retrabalhos, reduz exigências repetidas e acelera as análises administrativas. O acompanhamento do processo também é feito pela internet, permitindo mais transparência e previsibilidade ao empreendedor.
A digitalização e a integração dos sistemas municipais são apontadas como fatores decisivos para o desempenho de Vitória no Ranking de Competitividade dos Municípios, que avalia o tempo médio de abertura de empresas no país. A eficiência do modelo adotado pela capital capixaba explica a liderança no Sudeste e o destaque nacional no indicador.
Fonte: PREF.VITÓRIA
O SESCON/ES (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Espírito Santo) convida todos os associados e empresários do setor para um momento decisivo na busca pela excelência: a Live de Lançamento do Programa de Qualidade Contábil (PQC) – Ciclo 2026.
O evento online foi transmitido no dia 22 de janeiro (quinta-feira), às 14h, diretamente pelo canal oficial do sindicato no YouTube, a SESCONESTV.
O que esperar do Ciclo 2026? O PQC é reconhecido como uma ferramenta vital para empresas contábeis que desejam padronizar processos, aumentar a eficiência e garantir um diferencial competitivo no mercado. Nesta transmissão de lançamento, serão apresentadas as novidades para o ano de 2026, o cronograma de atividades e os passos necessários para que as empresas possam aderir ao programa e conquistar a certificação.
A apresentação será conduzida por Marcelo Bernardes, especialista que guiará os espectadores através das diretrizes deste novo ciclo, tirando dúvidas e destacando a importância da gestão da qualidade no cenário contábil atual.
Como participar A participação é aberta e gratuita. Para assistir, basta acessar o canal do SESCON/ES no YouTube no horário agendado. Recomenda-se que os interessados se inscrevam no canal e ativem as notificações para não perderem o início da transmissão.
Não perca a oportunidade de colocar a sua empresa na rota da qualidade e do reconhecimento nacional.
Serviço (Resumo para o final da página):
Evento: Live de Lançamento do PQC (Programa de Qualidade Contábil) – Ciclo 2026
Apresentação: Marcelo Bernardes
Data: 22 de Janeiro
Horário: 14h00
Onde assistir: Canal SESCONESTV no YouTube (Link para o canal)
Realização: SESCON/ES – Sistema FENACON

Na última semana, o Sistema OCB/ES assinou um Acordo de Cooperação Técnica com o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Estado do Espírito Santo, o Sescon/ES. O objetivo da parceria é incentivar o aprimoramento científico, técnico e cultural dos profissionais da contabilidade, promovendo a valorização da categoria e o fortalecimento das empresas do setor.
Para alcançar esse propósito, as duas instituições se comprometem a unir esforços na divulgação e na promoção de eventos voltados à qualificação técnica e à educação continuada da classe contábil. Isso inclui a realização de cursos, seminários, fóruns, palestras, convenções, congressos, entre outros.
O presidente do Sescon/ES, Elido Emmerich Firme, destaca que a assinatura do termo de cooperação é um marco para os profissionais da contabilidade e ressalta a importância da difusão de conhecimento sobre o cooperativismo e a contabilidade cooperativista.
“Os eventos que esse acordo se dispõe a promover pretendem contribuir para a difusão de conhecimentos sobre o sistema de cooperativas, sobre a lei cooperativista e sobre a cultura cooperativista para a classe contábil. Assim, incentivamos que o cooperativismo seja reconhecido e valorizado por essa categoria”, afirmou.
Carlos André Santos de Oliveira, diretor-executivo do Sistema OCB/ES, mencionou a importância da capacitação continuada e reforçou, ainda, que a contabilidade cooperativista tem particularidades que devem ser estudadas.
“Esse acordo conversa com uma das missões que temos, que é promover a formação profissional. Para nós, apoiar a qualificação dos contadores é essencial, pois reconhecemos a importância desses profissionais para as cooperativas e sabemos que a contabilidade cooperativista é cheia de particularidades, demandando conhecimentos aprofundados. Além de atualização e aprimoramento permanentes”, destacou.
A parceria firmada terá vigência de dois anos e prevê que ambas as entidades contribuam com atividades e recursos necessários para viabilizar as ações de capacitação que serão desenvolvidas.

Fonte: Sistema OCB/ES
Após o período de férias, o SESCON-ES retomou hoje suas atividades com a primeira reunião de planejamento do ano de 2026.
O encontro marcou o início de um novo ciclo de trabalho, com alinhamento de ideias, definição de prioridades e construção das ações que irão nortear a atuação da entidade ao longo do ano, sempre em prol do fortalecimento do setor contábil capixaba.
Na foto: Mário Zan Barros, Vice-presidente Financeiro; Elido Emmerich Firme, Presidente; e Adaman Teles, Executivo do SESCON-ES.
Que venha um ano de muito trabalho, diálogo e conquistas!

Nesta terça-feira, 28 de outubro, o Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis do Espírito Santo (Sescon-ES) promoveu o curso presencial “Regimes Diferenciados da Reforma Tributária”. O evento, realizado na sede da entidade, reuniu profissionais da área contábil e empresarial para um aprofundamento técnico sobre um dos temas mais impactantes do atual cenário econômico nacional.
Das 14h às 18h, os participantes puderam analisar os detalhes e as complexidades dos novos regimes propostos pela Reforma Tributária, que prometem alterar significativamente a rotina das empresas. O objetivo do curso foi capacitar os profissionais para entender, se adaptar e orientar seus clientes sobre as novas obrigações e oportunidades fiscais.
A condução do treinamento ficou a cargo da renomada professora Thabata Araújo, uma autoridade no assunto. Como palestrante e instrutora experiente nas áreas fiscal e tributária, Thabata trouxe uma visão prática e direta, fundamentada em seu amplo conhecimento na legislação do ICMS do Espírito Santo e em sua especialização no ramo do comércio varejista.
Durante o curso, foram debatidos os principais pontos de atenção, os impactos setoriais e as estratégias de compliance fiscal diante das mudanças.
A iniciativa reforça o compromisso do Sescon-ES em oferecer capacitação de alta qualidade e manter a classe contábil capixaba atualizada, fornecendo as ferramentas necessárias para navegar com segurança no complexo ambiente tributário brasileiro.
Reivindicada há anos por micro e pequenos empreendedores, a atualização dos limites de faturamento do Simples Nacional, congelados desde 2016 e corroídos pela inflação, segue travada no Congresso Nacional. O projeto de lei complementar (PLP 108/2021) que prevê a correção desses valores, enfrenta resistência do governo federal e falta de prioridade política entre os parlamentares. Com mais de 21 milhões de pequenos negócios dependentes do regime, o impasse adia uma correção considerada urgente e inadiável por deputados e senadores envolvidos na discussão.
O Ministério da Fazenda teme que a medida reduza a arrecadação no curto prazo e dificulte o cumprimento das metas fiscais do novo arcabouço. Técnicos da equipe econômica argumentam que elevar o teto do Simples pode reter empresas que já cresceram dentro do regime e adiar sua migração para o lucro presumido ou lucro real, faixas de tributação mais altas. Nos bastidores, a avaliação é de que o momento fiscal do país, com a perseguição ao reequilíbrio das contas públicas, não favorece medidas com potencial impacto orçamentário, mesmo que temporário. Por isso, o tema não entrou na lista de prioridades do governo para 2025

“A Casa está muito devagar. Há muita pressão de outros assuntos, e essas matérias importantes acabam ficando para depois, o que é uma pena”, afirmou o deputado Júlio Lopes (PP-RJ), presidente da Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, em entrevista ao Congresso em Foco. Entre esses temas que têm disputado espaço com a pauta econômica, ele cita a anistia para os condenados por tentativa de golpe. “Nós estamos falando da grande geradora de empregos do país. As pequenas empresas concentram os maiores resultados de desenvolvimento da economia, mas não vejo perspectiva de avanço a curto prazo”, completou.
Segundo Lopes, embora o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Márcio França, tenham se manifestado publicamente a favor da atualização, falta articulação política efetiva. “Há uma movimentação intensa em favor das correções, mas não tem nenhum avanço concreto. O governo diz que é favorável, mas na prática não age”, criticou o parlamentar.
Um dos vice-líderes do governo na Câmara, que pediu anonimato, admitiu a dificuldade: “Não vejo possibilidade de atualização neste momento”. A equipe econômica, segundo ele, prioriza a atualização da tabela do Imposto de Renda, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil, já aprovada na Câmara e em análise no Senado.
Defasagem de quase uma década
O congelamento dos valores do Simples já dura quase dez anos. Desde 2016, os limites de faturamento – R$ 360 mil por ano para microempresas e R$ 4,8 milhões para pequenas – não foram corrigidos, o que representa mais de 40% de perda real pela inflação.
Um manifesto conjunto de seis frentes parlamentares (Empreendedorismo, Livre Mercado, Mulher Empreendedora, Comércio e Serviços, Micro e Pequenas Empresas e Brasil Competitivo) afirma que a defasagem está “expulsando empreendedores do regime não por crescimento real, mas pelo simples efeito inflacionário”, elevando custos e incentivando a informalidade.
“O Simples Nacional não é um benefício fiscal, mas um instrumento de formalização e estímulo à competitividade”, diz o texto. “Negar essa atualização é condenar o país a perder empregos, investimentos e arrecadação”, acrescenta.
O documento cita dados da Receita Federal mostrando que as empresas do Simples arrecadaram R$ 187,3 bilhões em 2024 e representam 90% dos negócios ativos no país, responsáveis por 72% dos novos empregos formais. As frentes sustentam que a correção não traria perdas fiscais, mas impulsionaria a economia real. “O impacto líquido é positivo: a atualização tem potencial de gerar até 870 mil novos empregos, ampliar salários e lucros em R$ 60 bilhões anuais e devolver aos cofres públicos, em até 3,5 anos, entre R$ 18 e 22 bilhões adicionais em tributos diretos e indiretos”.
“A atualização das faixas não é um aumento, é apenas uma correção monetária justa. Estamos falando de devolver às empresas o fôlego que a inflação tirou delas”, reforçou Júlio Lopes. “Estamos falando de uma medida que gera emprego e devolve vitalidade à economia real. Crescer não pode ser um castigo”, acrescentou o deputado.
O que diz o PLP 108/2021
O texto aprovado pelas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Finanças e Tributação da Câmara (CFT), em 2022, propõe uma ampla atualização dos limites de faturamento. Pelo substitutivo do relator na CFT, Marco Bertaiolli (PSD-SP), o teto anual para microempresas passaria de R$ 360 mil para R$ 869,4 mil, e o das pequenas empresas, de R$ 4,8 milhões para R$ 8,69 milhões, ambos com reajuste automático pelo IPCA.
O MEI (Microempreendedor Individual) também seria beneficiado, com aumento do limite de R$ 81 mil para R$ 144,9 mil anuais, e poderia contratar até dois empregados, com salário mínimo ou piso da categoria. Proposta semelhante, elevando o teto do MEI para R$ 140 mil, foi aprovada pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado nesta semana.
O PLP 108/2021 determina ainda que todos os anexos da Lei Complementar 123/2006, que fixam faixas, alíquotas e repartições de tributos, sejam atualizados anualmente pela inflação, evitando novas defasagens. Junto com esse projeto, há mais de uma dezena de propostas sobre o mesmo assunto tramitando em conjunto. O texto principal é de autoria do senador Jayme Campos (União-MT) e já passou pelo Senado.
A reforma tributária, aprovada em 2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, mantém o Simples Nacional, mas exige ajustes. Com os novos tributos – IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) -, as micro e pequenas empresas terão duas opções:
Para quem vende direto ao consumidor final, a mudança será pequena. Mas quem presta serviços ou fornece a outras empresas precisará reavaliar seu regime tributário, segundo especialistas.
Fonte: CONGRESSOEMFOCO
O segundo dia da 21ª CONESCAP começou em alto nível com a palestra do técnico da seleção masculina de vôlei, Bernardinho, um dos maiores ícones do esporte brasileiro e referência mundial em liderança e performance. Diante de um auditório lotado, o campeão olímpico trouxe ao palco toda a sua experiência dentro e fora das quadras, conectando as lições do esporte de alto rendimento com os desafios da gestão empresarial.


Com o tema “A Cultura da Excelência”, Bernardinho destacou que o sucesso — seja no esporte ou nos negócios — é resultado de disciplina, propósito e trabalho em equipe. Ao longo da apresentação, ele mostrou como a busca contínua pelo aprimoramento e a construção de times engajados foram determinantes para alcançar resultados extraordinários.
“Disciplina é algo treinável. Você não controla o seu talento, mas controla quanto de esforço você dedica a ele. Estabeleça prioridades e foque no que você pode controlar”, afirma Bernardinho.
Para ele, a maior frustração de um gestor é quando o colaborador com alta capacidade não se desenvolve. Por isso precisa lembrar que a inspiração do colaborador vem de fora, até mesmo do próprio gestor, mas a motivação vem de dentro.
“Eu só cobro de quem acredito. É desperdício de energia cobrar de quem não tem capacidade. Eu posso dar o oxigênio, mas a chama precisa existir”, destaca.
Reconhecido por sua trajetória vitoriosa à frente das seleções brasileiras de vôlei, Bernardinho compartilhou aprendizados acumulados em décadas de conquistas. Sob seu comando, o Brasil viveu a era mais gloriosa do vôlei mundial, com oito títulos da Liga Mundial, três campeonatos mundiais e quatro medalhas olímpicas — duas de ouro, em Atenas (2004) e Rio (2016).

O técnico reforçou que os mesmos princípios aplicados para formar campeões em quadra podem ser replicados na liderança empresarial. E no momento atual, um dos temas mais polêmicos é o conflito de gerações. Para ele, é preciso fazer conexão e gerar a confiança das novas gerações, que muitas vezes não sabem lidar com a frustração.
“Aquela estratégia de comando e controle não funciona mais. Precisa usar o convencimento. Lembro quando meu filho Bruninho me disse: Eles não são melhores e nem são piores. Eles são apenas diferentes”, lembrou.
Quase ao final da sua palestra, Bernardinho destacou um ponto, convidando os empresários presentes a olharem para suas equipes com o mesmo olhar estratégico que se tem para um time vencedor.
“Qual é a parte mais importante da sua empresa? As pessoas! E quanto tempo você dedica a elas?”, questionando o público presente.
Com essa abertura inspiradora do segundo dia, a 21ª CONESCAP confirma seu propósito de estimular o desenvolvimento do setor de serviços, unindo conhecimento, liderança e inovação em um evento que segue transformando a forma como empresários e gestores enxergam os seus negócios.
Fonte: FENACON
O antropólogo Michel Alcoforado, PHD em Consumo, escritor, colunista e comentarista, subiu ao palco da CONESCAP propondo uma reflexão: como um rico do Brasil se comporta em diferentes lugares. Em sua apresentação, a cultura foi trazida como um elemento de organização social, em que ela se torna a “forma como enxergamos o mundo”.

A partir desse ponto, Alcoforado trouxe o conceito de que as pessoas interpretam o mundo por questões econômicas e pelo poder de consumo de cada um. Isso gera uma sensação de crise constante em que as instituições públicas, privadas, as convivências profissionais, e até mesmo as familiares, se estabelecem por frágeis relações, gerando um “pânico em todo tecido social”, porque a conduta às premissas morais são sobrepostas pelo poder econômico, gerando um sentimento de frustração social constante.
“Você anda de avião, toma um refrigerante, aceita determinada marca, graças aos ativos de reputação e imagem das empresas. Nada é natural, é algo construído a serviço do sistema”, interpreta Alcoforado.
Por este estado de crença ou desconfiança, a ética no Brasil tornou-se contextual, algo que podia em um momento, agora não pode. Fatos estes que são interpretados como o popular “jeitinho brasileiro”. Nesse contexto, o palestrante traçou três pontos fundamentais para criação de uma cultura de governança eficaz nas empresas.
1. A cultura deve estar conectada com os valores de cada empresa, estando disponíveis e enraizados por todos os colaboradores, de todos os níveis da organização, sem exceção.
2. A transparência é outro ponto fundamental. Não só da porta para fora, mas ela deve fazer parte das decisões compartilhadas em grupo, ao contrário, essa fragilidade se manifesta ao público impactando negativamente seu produto ou serviço.
3. O último ponto, não menos importante, é a comunicação. As empresas que negociam em grupo, avançam. “É melhor um líder que fale demais, do que fale de menos”, deixando claro que a inovação deve ser compartilhada sempre com todos os membros da empresa.
Carlos Spall
Jornalista – SESCON GF
MTB: 15807
Fonte: FENACON
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